Vamos falar sobre Distúrbios Alimentares?

 

Distúrbios alimentares abarcam uma série de distúrbios específicos como a anorexia, bulimia e a compulsão alimentar.

 

De acordo com a Secretária de Estado da Saúde de São Paulo, distúrbios alimentares  ameaçam 77% das jovens.

 

Neste artigo vamos abordar com detalhes cada um desses distúrbios e indicar como deve ser o tratamento.

 

Compulsão Alimentar

O que é distúrbio alimentar?

 

Em algum momento de sua vida (talvez agora) você já se deparou com um desconforto com relação ao seu corpo e com a distância entre a imagem que você vê no espelho e o que você gostaria de ser.

 

Isto é muito mais comum do que você imagina. Todos os dias somos bombardeados por imagens perfeitas, fotos, selfies... todos refletindo corpos ideais e tão difíceis de alcançar.

 

São tão presentes em nossas vidas que por vezes esquecemos que são financiados por uma indústria de cosméticos, alimentos e moda.

 

Não há nenhum problema em seguir as tendências e buscar uma vida mais saudável. O problema começa quando a busca por este corpo passa a ser uma obsessão.

 

Não temos controle sobre algumas mudanças que vão ocorrer ao longo dos anos. E aí começa uma relação complicada com a comida que pode desencadear um Transtorno  Alimentar ou Distúrbio Alimentar.

 

Entende-se por distúrbios alimentares uma alteração significativa na relação de uma pessoa com a alimentação, podendo levar à obesidade ou à caquexia (emagrecimento excessivo que enfraquece as funções vitais do organismo).

 

Os distúrbios alimentares mais comuns são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar. Os sintomas diferem, mas todos têm como denominador comum a preocupação excessiva com a imagem corporal, baixa auto-estima e necessidade de aceitação social.

Anorexia

 

A anorexia nervosa caracteriza-se pela recusa constante da pessoa em comer. Atinge mais frequentemente meninas adolescentes, período em que o corpo começa a mudar, a ganhar formas e a aumentar de volume.

 

Transtornadas perante mudanças físicas que não conseguem controlar, as jovens tentam, através da reduzida ingestão calórica, recuperar algum controle, na esperança de restringir as curvas e se manterem esbeltas como as imagens que vêem na TV, nas revistas, na Internet e nos cartazes de rua.

Anorexia Distúrbio Alimentar

Apesar de muitas vezes já se encontrarem abaixo do IMC (índice de massa corporal) normal, as pessoas anoréxicas continuam a ver-se gordas e a achar que precisam de perder peso.

 

Quando não detectada a tempo, a anorexia pode levar a um forte desgaste emocional, debilitar seriamente o organismo, provocar fraqueza extrema, acabar com a fertilidade (nas mulheres, devido à perda de menstruação) e provocar arritmias cardíacas.

Bulimia

 

Uma pessoa bulímica tem episódios de ingestão compulsiva de alimentos, seguidos de tentativa de compensação através da expulsão ou eliminação desses alimentos, melhor dizendo das calorias ingerida

 

Bulimia

Muitas vezes ficam um longo período sem comer após o episódio de ingestão compulsiva, ou então passam a praticar excessivo exercício físico, ingestão de diuréticos ou laxantes, ou ainda a indução do vômito pouco tempo após o episódio de ingestão compulsiva.

 

Ao contrário da anorexia, onde a magreza evidente pode levar a suspeitar da doença, o diagnóstico da bulimia pode levar mais tempo.

 

Os sintomas da bulimia incluem:

 

  • momentos de tristeza profunda;
  • falta de menstruação;
  • vômito logo após a ingestão de alimentos;
  • comer escondido, levando a ingestão compulsiva;
  • interesse desproporcional em conversas e leituras sobre alimentação e calorias;
  • prática excessiva de exercício físico;
  • carregar diuréticos e laxantes na bolsa para tomar após os episódios de ingestão compulsiva;
  • possível abuso de bebidas alcoólicas e drogas.

 

Nos casos mais graves, um bulímico pode chegar a ter cinco ou seis episódios de ingestão compulsiva seguidas de vômito num só dia.

 

O prolongamento da bulimia pode levar às mesmas consequências da anorexia.

 

Além disso, a constante indução de vômitos provoca inchaço e dores na garganta, calosidades nos dedos que são introduzidos na garganta para induzir o vômito e alteração do maxilar inferior, tornando-o protuberante, puxado para a frente.

Compulsão Alimentar

 

A compulsão alimentar é semelhante a bulimia no sentido em que implica momentos de ingestão compulsiva de alimentos. No entanto a pessoa não faz uso de medidas compensatórias. Ao invés disso, come sem controle até se sentir “empanturrada”.

 

Compulsão Alimentar

É frequente o sentimento de culpa após a ingestão excessiva e tendem a se isolar, profundamente tristes.

São normalmente pessoas com excesso de peso ou já na obesidade, com dificuldade em emagrecer e falta de auto-disciplina para seguir uma alimentação equilibrada.

 

Como tratar Distúrbios Alimentares?

 

Ainda que os tratamentos destes três distúrbios alimentares tenham as suas especificidades, todos precisam de uma abordagem interdisciplinar para serem bem sucedidos: uma equipe de profissionais que inclua pelo menos um psicólogo que possa fazer psicoterapia para trabalhar a mudança do comportamento alimentar, e um nutricionista que ajude na reeducação alimentar e na relação que a pessoa tem com a comida.

 

Isto inclui desde uma simples ida ao supermercado para compor a despensa com alimentos saudáveis, até aceitar fazer refeições na presença de outras pessoas e conseguir fazer desse um momento agradável e descontraído.

 

A família e os amigos têm um papel fundamental na recuperação da pessoa que sofre de distúrbios alimentares, pois comer serve muitas vezes de pretexto para reunir pessoas em ocasiões de negócios e de lazer.

O indivíduo com distúrbios alimentares precisa de apoio para (re)aprender a lidar com esse lado social da comida.

 

Ao longo da recuperação, a pessoa muda a forma como vê a comida, assim como o momento da refeição e do convívio como um todo.

 

Não se trata apenas de ensinar a comer corretamente e sim de uma intervenção que visa a recuperação e manutenção das condições vitais do paciente que muitas vezes se encontra muito debilitado.

 

É possível que seja necessário uso de medicação, porém esta deve ser prescrita por médico após avaliação criteriosa das condições físicas do paciente.

 

A psicoterapia é fundamental neste processo de recuperação da imagem corporal, social e familiar, resultando no fortalecimento das relações e da identidade pessoal.

 

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